Já faz uma semana que estou com essa doença que me persegue desde criança, uma triste e dolorosa herança de meu pai, mas vou superar mais essa, sou guerreira e meu coração ainda pulsa.
Definição
A Febre Reumática é uma complicação tardia e não supurativa, de caráter auto-imune, desencadeada de uma a três semanas após episódio de faringoamigdalite atribuída ao Streptococcus ß-hemolítico do grupo A de Lancefield, em hospedeiro genéticamente suscetíveis com tendência a recorrer. Afeta freqüentemente as articulações, daí sua inclusão para estudo entre as doenças reumáticas, embora as complicações graves mais freqüentes sejam cardíacas (cardite) e, em menor freqüência, neurológicas (coréia) e dermatológicas (eritema marginado e nódulos subcutâneos).
A suseptibilidade genética nos indivíduos com febre reumática, ocorre por uma associação de fatores genéticos e imunológicos, como marcadores em linfócitos B e antígenos de classe II com diferentes alelos do HLA-DR – no Brasil, principalmente DR7 e DRw53, por exemplo. Nestas condições, auto-anticorpos produzidos contra estruturas do Streptococcus apresentam reação cruzada com estruturas do indivíduo doente, o que determina um comportamento clínico de hipersensibilidade ao patógeno. A semelhança química do patógeno com estruturas dos tecidos destes indivíduos, num mecanismo denominado mimetismo antigênico, pode induzir a formação de auto-anticorpos contra a sinóvia, cartilagem articular, miocárdio, válvulas cardíacas, e neurônios dos núcleos caudado e subtalâmico, o que se reflete no perfil clínico da Febre Reumática.
A doença cardíaca de origem reumática refere-se, genericamente, às alterações funcionais e estruturais das válvulas cardíacas e miocárdio nos doentes por Febre Reumática, sendo que as lesões cardíacas são a única causa de morte ou de seqüelas permanentes nestes pacientes, medindo-se a severidade da doença pela extensão do comprometimento cardíaco e freqüência dos surtos recorrentes.
A pancardite de origem reumática pode acometer endocárdio, manifestando-se em surtos agudos como insuficiência de válvula mitral e aórtica e, ao longo da evolução da doença durante anos, em estenose. Os sinais clínicos são taquicardia, presença de sopros, e disfunções funcionais mesmo discretas podem ser evidenciadas ao ecodopplercardiograma. A insuficiência cardíaca grave, geralmente associada a extensão da lesão para o músculo cardíaco, manifesta por cardiomegalia, congestão pulmonar, e que pode ser de instalação aguda ou insidiosa, geralmente ocorre em crianças pequenas ou naquelas em que recidivas da doença sobrepõe-se a lesões prévias significativas. A miocardite pode ser sugerida ao eletrocardiograma por alterações difusas de repolarização ventricular como retificação e depressão segmento “ST”, inversão de ondas “T”, e mesmo ECG baixa voltagem, em VI, VIII e aVF e ocorrência de bloqueios A-V de diversos graus e arritmias, sendo mais freqüentes as extra-sístoles ventricular e supraventricular. O comprometimento pericárdico, com derrame moderado, é menos freqüente.
A Faringite Streptocócica
A classificação dos Streptococcus é feita pela tipagem do carboidrato de que é composta sua camada média e central, e vai de A a O. Apenas o estreptococo do grupo A é capaz de produzir a Febre Reumática. Apesar de outros grupos sorológicos de estreptococos beta-hemolíticos (por exemplo, B, C, G, e F) estarem associados a infecções de vias altas, nenhum deles pode causar Febre Reumática.
Apenas os grupos A e G são capazes de produzir a proteína M em sua camada externa, sendo esta proteína o principal antígeno bacteriano relacionado a patogênese da Febre Reumática, já que confere resistência à fagocitose, aumentando a virulência do patógeno. As diferenças antigênicas da proteína M, por sua vez, são responsáveis pela classificação dos Streptococcus do grupo A em mais de 80 subtipos, sendo os mais reumatogênicos os tipos 1,3,5,6,14,18, 19,24,27 e 29.
É importante, desde já, ressaltar que a evidência de faringoamigdalite estreptocócica não é sinônimo de diagnóstico de Febre Reumática, pois sua ocorrência dependerá do tipo e virulência da cepa bacteriana e de fatores de suscetibilidade próprios do indivíduo infectado. Crianças em idade escolar podem apresentar 4 a 6 episódios de infecções respiratórias altas em um ano, a maioria por agentes etiológicos não-estreptocócicos, especialmente viroses, e um percentual pequeno pode apresentar infecções estreptocócicas, inclusive por outros grupos de estreptococos B - hemolíticos não reumatogênicos. Entretanto, para erradicar globalmente a febre reumática é necessário a diferenciação entre todas as faringoamigdalites de etiologia não-estreptocócica e estreptocócica, para que estas últimas sejam submetidas ao tratamento antibioterápico adequado.
Características
clínicas
Faringoamigdalite estreptocócica
Faringoamigdalite
não-estreptocócica
Idade mais comum
5- 15 anos
Todas as idades
Modo de início Súbito
Mais gradual
Sintomas iniciais
Dor moderada
Dor à deglutição
Febre
Acima 38º
Não tão alta
Inspeção
da faringe
Hiperemia da faringe com edema e exsudato em pontos (flocos amarelos);
Hipertrofia de amídalas com exsudato;
Hiperemia, edema e hemorragias puntiformes do palato mole (terço posterior).
Rubor da faringe, com ou secreção esbranquiçada.
Outros sinais
ao exame
Linfonodos cervicais enfartados
Quadro clínico de febre exantemática*
Tosse irritativa
Rouquidão
Coriza
Conjuntivite
O risco de apresentar Febre Reumática aguda após faringite estreptocócica do grupo A varia de 0.3% a 3%, independente do nível sócio-econômico, sendo mais freqüentes em condições endêmicas que podem refletir, de forma isolada ou combinada, a presença dos seguintes fatores: cepas mais virulentas, populações geneticamente mais suscetíveis e deficiência nas ações de saúde primária no sentido de erradicar o estreptococo.
Diagnóstico
Os surtos agudos de Febre Reumática podem ser diagnosticados pela evidência de infecção estreptocócica prévia e dois critérios maiores ou um maior e dois menores dos descritos abaixo. Entretanto, estes critérios não são aplicáveis nos casos em que o quadro abre isoladamente com coréia ou cardite de início retardado, meses após a infecção aguda, e não se prestam ao diagnóstico de febre reumática crônica ou à avaliação de atividade da doença.
Critérios para diagnóstico da Febre Reumática aguda
São os Critérios de Jones para diagnóstico de Febre reumática aguda (revisados pela Academia Americana de Cardiologia, 1992):
a) Uma evidência de infecção prévia por estreptococo do grupo A
b) Presença de dois Critérios de Jones maiores ou um critério maior e dois menores
Fonte: JAMA, v.268, p. 2.070, 1992.
Avaliação clínica
As lesões da FR são difusas com predileção pelos tecidos conjuntivos. As alterações ocorrem em fases distintas, edematosa, proliferativa e cicatricial, podendo coexistir lesões de evolução diversa o que torna o quadro clínico extremamente variável.
A artrite é a manifestação mais freqüente , ocorre em 75% dos casos, contra 50% de pancardite, mas este último pode ter sua freqüência elevada caso se considere os casos de cardite silenciosa identificada apenas ao ecodopllercardiograma. A artrite é caracteristicamente migratória, durando de um a cinco dias em cada articulação, muito dolorosa e poupando as pequenas articulações das mãos, pés e a coluna vertebral. Geralmente, não deixa seqüelas, embora alguns casos possam desenvolver fibrose periarticular exuberante com desvio lunar dos punhos, sublevação e flexão das metacarpofalangenas e hiperextensão de interfalangeanas proximais, simulando as deformidades de componente sinovial da artrite reumatóide, mas sem evidência de erosões ao RX como nesta.
A Coréia de Sydenham's ou Dança de São Vito é caracterizada por rápidos movimentos involuntários em extremidades e face que desaparecem durante o sono, fraqueza muscular, labilidade emocional e alteração da fala. É manifestação tardia da FR, podendo ser inclusive sua manifetação única, e ocorre, frequentemente, após normalização das outras manifestações. A Coréia é, pois, o único sinal maior que isoladamente permite o diagnóstico de FR e , nos últimos anos, tem-se observado um aumento do número de crianças com coréia pura ou associada a cardite (40%).
Os nódulos subcutâneos, aparecem nas superfícies extensoras dos joelhos, tornozelos, punhos, região occiptal, couro cabeludo e processos espinhosos, podem chegar a cerca de 2 cm sem apresentar sinais inflamatórios. Não são patognomônicos de febre reumática, nestes casos costumam aparecer várias semanas após o início do surto e são associados a cardite crônica grave. Já o eritema marginatum é uma lesão migratória em forma de máculas ou pápulas avermelhadas variáveis no seu tamanho e que aparecem mais no tronco, seguido extremidades proximais dos membros e, raramente, na face. Ocorre em menos de 10% dos pacientes.
Entretanto, o aspecto mais perigoso da Febre Reumática é sua alta taxa de recorrência para uma nova infeção respiratória específica, sendo que mais de 50% dos pacientes tem as lesões cardíacas agravadas. O tratamento visa, portanto, reduzir morbiletalidade da doença, mas, principalmente, prevenir novos ataques.
Outros achados inespecíficos, mas freqüentemente presentes são eles: artralgia, febre, história pregressa de doença cardíaca reumática ou mesmo febre reumática, e achados laboratoriais e eletrocardiográficos. Mais raramente, podem ocorrer epistaxe, serosites, pneumonite, nefrite e encefalite.
Avaliação laboratorial
A cultura de orofaringe deve ser obtida em todos os pacientes com suspeita de Febre Reumática aguda, mas por ocasião do aparecimento de seus síntomas , ou seja, de duas a três semanas após a infecção estreptocócica, a cultura de orofaringe apresenta taxa de positividade apenas em cerca de 20% dos pacientes.
Já pelo menos 80% dos pacientes terão ASLO elevadas durante o curso da doença, sendo útil a repetição do exame em duas a três semanas quando os títulos iniciais de ASLO não estiverem aumentados, detectando-se a ascensão dos valores prévios. Outros anticorpos podem ser utilizados em estudos, mas raramente são viáveis na prática clínica (antihialuronidade, antiestreptoquinase, anti-DPNase e antiDNAse - B).
Estreptococos do grupo A podem ser isolados nas vias respiratórias altas de portadores sãos, assintomáticos ou com sintomas de outra infecção de vias aéreas superiores e títulos elevados de estreptolisina O podem estar presentes em crianças saudáveis. Um achado isolado de elevados títulos de ASLO em indivíduos saudáveis não tem nenhuma significância.
Portadores são indivíduos que abrigam estreptococos do grupo A em suas vias respiratórias e não desenvolvem uma resposta imunológica. A importância de diferenciar um portador de um indivíduo com infecções real é baseada no fato de que os portadores parecem disseminar menos organismos por contato íntimo e apenas raramente desenvolvem Febre Reumática. Todo indivíduo sintomáticos com culturas de orofaringe positivas para estreptococo do grupo A devem ser tratados com antibióticos.
Publicação em 10/02/03
Manuais de Cardiologia 10 anos
Temas comuns da Cardiologia para médicos de todas as especialidades
Livro virtual - Dr. Reinaldo Mano
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ASTO elevado ou em elevação ou
Teste rápido e/ou cultura de orofaringe positiva
Critérios maiores
Critérios menores
Artrite
Cardite
Coréia
Eritema marginado
Nódulo subcutâneo
Artralgia
Febre
Aumento do VHS, PCR positivo ECG com PR aumentado
Diagnóstico diferencial das lesões não cardiológicas da Febre Reumática
Clínica
Diferenciar
Artrite
Poliartrite migratória de grandes articulações com pouco derrame sinovial, poupa mãos e coluna vertebral, não deixa sequelas.
Artrite reumatóide juvenil, artrites reativas, LES juvenil, anemia falciforme, leucemias.
Coréia de Sydenham
Alterações extrapiramidais, discinecia, atetose, balismo, tremores, rigidez e distonias.
Início agudo e tardio, distúrbios psicológicos associados.
LES, encefalites virais, Coréia de Huntington e outras doenças extrapiramidais.
Eritema marginado
Doenças exantemáticas, principalmente virais, reações a drogas.
Nódulos subcutâneos
Artrite reumatóide juvenil, LES, tumores benignos.
Comportamento das alterações dos valores da ASLO na evolução do surto de Febre Reumática Aguda.
Início - 7 a 12 dias após infecção estreptocócica
Pico - 4 a 6 semanas
Declínio - 2 a 12 meses até normalizar
Características das Provas de atividade inflamatórias e sua utilidade no acompanhamento do surto de Febre Reumática Aguda
Exames
Valores normais
(pop. Brasileira)
Utilidade clínica para Febre Reumática
Diagnóstico do surto inicial
Medida de atividade
Justificativa
ASTO
<> 5 anos 500
U Todd
Útil como critério complementar
Inútil
Não guarda correlação com grau ou permanência da doença.
VHS
<> 25 Kg – 1.200.000 UI, IM
Dose única
2ª escolha
Fenoximetilpenicilina
(PenVe oral)
250 mg, 4Xdia, VO
10 dias
Alérgicos à penicilinas
Eritromicina
8 a 12 mg/kg/dia, 4Xdia, VO
10 dias
+Outras opções válidas
Cefalexina e cefadroxil
(baixo espectro)
10 dias
*Azitromicina
1gr VO (1º dia) e após 500mg/dia
5 dias
Obs: * Apenas para maiores de 16 anos; +acréscimos à Fonte de referência.
Fonte: Consenso de Febre Reumática do Congresso Brasileiso de Pediatria, 1997.
Profilaxia secundária
Os indivíduos que já tiveram Febre Reumática e que, portanto, devem ser considerados como extremamente suscetíveis à sua recorrência quando novamente infectados novamente pelo estreptococo do grupo A, são candidatos a prevenção secundária que tem por objetivo evitar as recidivas da infecção estreptocócica de orofaringe.
Para profilaxia secundária é necessário a adesão ao tratamento a longo prazo em que se recomenda a Penicilina Benzatina IM de 21 em 21 dias e, em alérgicos a penicilina, a a administração diária, por via oral, de Sulfadiazina em dose única ou de Eritromicina 2 vezes ao dia. A quem advogue o uso de penicilina oral diária numa tentativa de contornar o repúdio ao tratamento parenteral e outros autores que argumentam ser mais seguro o uso da Penicilina Benzatina IM de 15/15 dias nos dois primeiros anos após o surto inicial em países subdesenvolvidas e especialmente nos casos de cardite, após verificar-se que a penicilina benzatina não mantém níveis séricos bactericidas para Streptococcus quando associada as baixas condições socioeconômicas que facilitam as infecções e reinfecções estreptocócicas
Profilaxia Secundária da Febre Reumática
Critério de escolha
Medicamento
Administraçãoo
Duração
1ª escolha
Penicilina benzatina
<> 25 Kg – 1.200.000 UI, IM
#21/21 dias
2ª escolha
Fenoximetilpenicilina
(PenVe oral)
*250 mg, 2Xdia, VO
Uso contínuo
Alérgicos à penicilinas
Sulfadiazina
<> 25 Kg –1 gr/dia, VO
Uso contínuo
Fonte: Consenso de Febre Reumática do Congresso Brasileiro de Pediatria, 1997.
Os critérios de suspensão são controversos, e em pacientes portadores de sequelas cardíacas graves é recomendada a manutenção permanente da profilaxia secundária. Já a indicação de profilaxia para endocardite bacteriana pode ser melhor apreciada em capítulo específico deste manual.
Uma vacina efetiva contra a estreptococia do grupo A e que substitua a necessidade de profilaxia antibióticoterápica esbarra na dificuldade de conferir proteção imunológica sem desencadear reação cruzada.
Fonte: LANNA, C.C.D. in MOREIRA, C. & CARVALHO, M. A. P., Reumatologia, Medsi 2ªed., 2001, p.560.
sábado, 29 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
ANIVERSÁRIO DO VICTOR MORTE (SEU MENINO)
Descrevo como perfeito, apesar de ter chegado depois da rocada, foi toda a galera para o Borçal, Alexandre, Seu Menino(Morte), Gabriela que conheci ontem e foi como se a conhecesse há muito tempo, foi uma noite memorável até o sol raiar, saimos todos do Borçal e fomos pra casa do morte toda a galera, essa noite vai ficar na memória. Alexandre, Thalyta, Dejane, e mais uma galera, como hoje to numa ressaca daquelas só postei pra constar: FELIZ NIVER SEU MENINO! GOSTEI MUITO D'OCÊ!
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Victor Morte
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
ESTRANHO
È interessante como a vida guarda surpresas em nosso caminho, quando a gente deseja tanto algo, tanto que quando conseguimos, ou de inicio pensamos ter conseguido, na verdade não tem tanta importância como achávamos que teria, talvez seja um ledo engano, aquela figura mágica que pintamos em nosso íntimo e talvez até por teimosia, ela (a teimosia) nos coloca uma venda que não nos deixa ver o que realmente está a nossa frente, então o que ocorre em seguida? Simples, geralmente aparece alguém que arranca o véu de Isis, que nos solta de nossas amarras íntimas nos libertando de algo parecido com um pesadelo que insistimos em chamar de sonho, o que fazer então? Como agir nesse momento? Tem algum manual que nos ensine a fazer as escolhas certas? Ou será que aquela premissa de que “sai da frigideira pra cair no fogo” está certa, quem sabe! Espero que não, sei que estou a ponto de fazer uma das mudanças mais radicais da minha vida, primeiro deixar um trabalho em um local que conheço melhor que a palma de minha mão, ver que as pessoas que diziam me admirar tanto que sempre deram a maior força simplesmente se calaram e deram as costas pra mim, em contra partida com um simples telefonema em outro local, outro município (no caso Marituba) chamam-me para fazer o mesmo serviço que fazia em meu antigo local de trabalho, motivo: estão precisando desesperadamente de meus conhecimentos, essa certamente vai ser a mudança nº 1. Quanto à segunda mudança é no campo sentimental mesmo (ainda completamente incerta) mesmo tendo passado momentos que até prefiro esquecer quando certo alguém de incerto sentimento me deixou a troco de praticamente nada, se pelo menos houvesse um motivo palpável tudo bem, mas por uma aparente banalidade! Às vezes eu acho que esse motivo não ter sido o verdadeiro motivo da despedida, mas tenho quase certeza que houve um motivo bem maior, algo que assola a humanidade, mesmo aqueles que batem no peito e dizem: não sou preconceituoso, mas a humanidade é mesquinha e ensinamentos que foram colocados a mais de dois mil anos não se desintegram assim com uma simples frase feita “não tenho nenhum tipo de preconceito” quando na verdade ele existe e é muito forte, o medo de passar vergonha na frente dos amigos por estar apresentando alguém mais velha como namorada, essa sociedade hipócrita que se diz liberal mas que no fundo herdaram os mesmos preconceitos de eras, décadas atrás, pra ser mais clara um dos preconceitos que mais pesa na cabeça e nas atitudes dos jovens “liberais e revolucionários”(aff!) também é um dos mais antigos, o preconceito contra a idade, pois isso é um “pecado” mortal para a essa sociedade hipócrita de qualquer faixa etária, ainda tem o comprometido com outra pessoa ainda vem e me envolve novamente, mesmo confessando que gosta de outra pessoa, ainda dizem que eu sou cega, imagina só! Será que essa pessoa realmente é o que a própria “mutter” dele me disse? “sai dessa que é chave de cadeia!”, mas em contra partida aparece uma terceira pessoa que me faz sentir bem, que sabe como me tratar, que tem as mesmas qualidades da pessoa anterior sem ter seus defeitos, às vezes eu até me aviso: “é bom demais pra ser verdade”, aí ocorre aquele famoso medo da mudança, de tentar de novo e depois quebrar a cara novamente, devo mudar? Onde está o manual de como fazer as nossas escolhas? Infelizmente não nascemos com ele e nem existe nenhum a venda, se existisse com certeza seria o livro mais valioso do mundo, uma segunda Bíblia de Gutemberg, então vai restar deixar os acontecimentos seguirem naturalmente e se Gaia me ajudar vai aparecer as respostas sem que eu force situações, amanhã é outro dia com outros acontecimentos e quem sabe com outras escolhas para fazermos, mas isso é muito, muito, muito estranho mesmo, como as coisas acontecem de uma vez , como pode existir duas pessoas tão parecidas e ao mesmo tempo tão diferentes, estou confusa como há muito tempo não ficava, mas vamos ver o decorrer dos acontecimentos, deixar fluir naturalmente quem sabe as coisas se resolvem sem que haja maiores transtornos, se aprofundem as feridas existentes ou se façam novas feridas. Agora a única alternativa é esperar e que o destino escolha a melhor opção, dada a palavra ao futuro para que ele dê suas ultimas considerações, estarei aqui esperando para acatar e seguir em frente afinal tudo isso faz parte de nosso aprendizado diário.
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sábado, 15 de agosto de 2009
DIA MAIS-QUE-PERFEITO
No sábado acordei planejando uma coisa mas o que realmente aconteceu foi muito diferente do que eu pensava, depois de tanto escrever coisas não muito agradáveis que estavam acontecendo comigo der repente duas portas se abriram,uma porta foi com relação ao campo profissional, ser reconhecida e ter o trabalho respeitado é sempre muito bom para o ego de qualquer um, outro foi no campo sentimental, vivi um dos dias mais felizes desse ano, infelizmente não posso colocar detalhes aqui por motivo de força maior, mas posso dizer que o que antes parecia algo completamente impossível de acontecer derrepente simplesmente aconteceu, não exatamente do jeito que eu queria que fosse, mas poxa, pra mim é uma vitória saber que ainda é querida e desejada por quem se quer bem, sei que vou enfrentar muitos obstáculos mas eu sou uma batalhadora, uma guerreira e sei que vou provar que melhor que ninguém mereço um "remake", sei que certos olhos vão se abrir aí esses olhos verão a verdadeira face de alguem que apenas se mostra com uma máscara, então estarei aqui despida de todo o meu orgulho e de braços abertos para finalmente ter (de verdade) aquela pessoa que tanto quero mas que não soube dar o real valor. Loucura? Fixação? Talvez mas peor que tentar e ser derrotado pelas circunstâncias é a certeza de não ter nem tentado lutar, e eu sou por natureza uma lutadora, uma guerreira da lua cheia, uma Ahroun, e com minha perseverañça vou vencer porque Gaia assim deseja e é ela que traça nosso caminho. Certo filho de Gaia?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
SEGREDO
Ontem estive em uma reunião de amigos no apartamento do Rodolfo, estivemos conversando sobre vários assuntos entre eles lembramos que a exatos um ano e meio mais ou menos, quando fazia parte de um grupo vinculado a Associação Paraense de Profissionais de Parapsicologia e Terapia Alternativa, no qual era presidente o saudoso Nelson Petersen, um dos maiores Parapsicólogos que este estado já viu, aprendi muito com ele sobre a área, então na época eu, o Sr Ivaldo que estava presente na reunião ontem e o próprio Nelson preparamos um mini curso sobre PNL (Programação Neuro Linguistica) baseado no livro de Honda Byrnes que ficou mundialmente conhecida através de seu Best Seler “O Segredo” , onde foram feitas várias palestras culminando no mini curso de com a duração de uma semana, a primeira palestra foi no auditório do CEFET, foi a primeira vez que iria colocar em prática o meu curso de oratória na época recém concluído pela Escola de Governo, e com um material preparado por mim que até hoje guardo com carinho, eu, Sr Ivaldo Lisboa especialista em Recursos Humanos e o Nelson Petersen fomos os palestrantes e ministramos o curso. Também demos uma entrevista no programa Sem Censura Pará do canal cultura, tudo isso pra lembrar o quanto esse profissional mudou a cara da Parapsicologia em Belém, infelizmente o vício o venceu, não teve forças pra colocar seus próprios ensinamentos em pratica já que não conseguia parar de fumar compulsivamente, na semana passada fiquei sabendo de sua morte deixando um órgão tão importante completamente órfão, até pensei em voltar a dar as palestras e os cursos de PNL, mas o momento frágil que estou vivendo não me permite ter esse otimismo todo que no passado eu pregava tanto, talvez eu deva voltar as minhas pesquisas e estudos sobre o assunto, agora nesse momento quem está precisando ler as minhas próprias apostilas como se fosse a primeira vez sou eu, quem está precisando trocar os arquivos mentais sou eu, tenho que fazer meus próprios decretos para minha reprogramação mental, quem sabe assim eu pare de sofrer, apesar de que o sofrimento faz parte de uma aprendizado de um amadurecimento, mas eu não quero mais amadurecer, quero apenas fazer essa reprogramação mental deixar de sentir o que estou sentindo, deixar de nutrir um fantasma em forma de esperança, preciso exorcizá-lo, afastá-lo-ei de mim nem que pra isso eu tenha que dizer uma até breve a essa terra e ir reconstruir minha vida em outras paragens, como diz um ditado antigo mas não ultrapassado: “o que os olhos não vêem o coração não sente”, vamos ver se não sente mesmo, sei que pra isso vou ter que ficar longe da tecnologia, da rede mundial de computadores, me isolar completamente de tudo, quem sabe assim eu possa mudar realmente meus arquivos mentais e finalmente afastar o fantasma que é o principal pivô da minha tristeza, talvez nem tenha culpa de nada, talvez a verdadeira culpada seja eu mesma e minha mania de fantasiar coisas que não existem ou que só existem na minha cabeça sei que o tal fantasma-pivô talvez nunca leia o que estou escrevendo talvez leia mas não se ache o pivô (mesmo sendo), talvez o verdadeiro pivô seja mesmo as circunstâncias dos próprios acontecimentos, essa nossa vida guarda cada peça pra nos pregar, por isso termino deixando algumas palavras ditas em outras circunstâncias em outro blog mas que tem tudo haver comigo e com o que estou sentindo e vivendo nesse momento:
“E não adianta procurar fé e esperança porque ela se foi junto a tudo antes.
Isso faz parte do processo de amadurecer.
Amadurecer = sofrer.
Sofrer = viver.
Viver = lutar.
Ainda bem que nada é fácil, mas tem que ser tão fodidamente escroto assim?!?
Pivôs de escolha.”
Também deixo um poema de um imortal que sempre gostei e sempre foi atual, principalmente com minhas vivencias talvez por isso eu tenha memorizado e nunca esquecido esse poema de Olavo Bilac.
MALDIÇÃO
SE POR VINTE ANOS NESSA FURNA ESCURA
DEIXEI DORMIR A MINHA MALDIÇÃO
HOJE VELHA E CANSADA DA AMARGURA
MINHA ALMA SE ABRIRÁ COMO UM VULCÃO
E EM TORRENTES DE CÓLERA E LOUCURA
SOBRE A TUA CABEÇA FERVERÃO
VINTE ANOS DE SILENCIO E DE TORTURA
VINTE ANOS DE AGONIA E SOLIDÃO
MALDITO SEJAS, PELO IDEAL PERDIDO!
PELO MAL QUE FIZESTES SEM QUERER
PELO AMOR QUE MORREU SEM TER NASCIDO
PELAS HORAS VIVIDAS SEM PRAZER
PELA TRISTEZA QUE EU TENHO SIDO
E PELO EXPLENDOR QUE DEIXEI DE SER
Só espero não ter esquecido nada, faz tanto tempo que não me refiro a esse poema mas acho que ele está completo, e mais atual que nunc
“E não adianta procurar fé e esperança porque ela se foi junto a tudo antes.
Isso faz parte do processo de amadurecer.
Amadurecer = sofrer.
Sofrer = viver.
Viver = lutar.
Ainda bem que nada é fácil, mas tem que ser tão fodidamente escroto assim?!?
Pivôs de escolha.”
Também deixo um poema de um imortal que sempre gostei e sempre foi atual, principalmente com minhas vivencias talvez por isso eu tenha memorizado e nunca esquecido esse poema de Olavo Bilac.
MALDIÇÃO
SE POR VINTE ANOS NESSA FURNA ESCURA
DEIXEI DORMIR A MINHA MALDIÇÃO
HOJE VELHA E CANSADA DA AMARGURA
MINHA ALMA SE ABRIRÁ COMO UM VULCÃO
E EM TORRENTES DE CÓLERA E LOUCURA
SOBRE A TUA CABEÇA FERVERÃO
VINTE ANOS DE SILENCIO E DE TORTURA
VINTE ANOS DE AGONIA E SOLIDÃO
MALDITO SEJAS, PELO IDEAL PERDIDO!
PELO MAL QUE FIZESTES SEM QUERER
PELO AMOR QUE MORREU SEM TER NASCIDO
PELAS HORAS VIVIDAS SEM PRAZER
PELA TRISTEZA QUE EU TENHO SIDO
E PELO EXPLENDOR QUE DEIXEI DE SER
Só espero não ter esquecido nada, faz tanto tempo que não me refiro a esse poema mas acho que ele está completo, e mais atual que nunc
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Sr Ivaldo
sábado, 1 de agosto de 2009
DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS
Doenças psicossomáticas têm sua principal origem no sistema nervoso.
As doenças psicossomáticas podem exercer ação na saúde do corpo de maneira intensa.
A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo.
As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise. As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais.
O corpo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Doenças Psicológicas - Doenças - Brasil Escola
As doenças psicossomáticas são provocadas por distúrbios emocionais, como estresse, depressão, etc., e descontroles dos processos mentais. Essas doenças se diferem das doenças orgânicas.
Estes problemas emocionais são responsáveis pelo desenvolvimento de sintomas que provocam danos no corpo humano como, diarréia, herpes, enxaqueca, reumatismo, úlcera, etc.
O nosso corpo expressa as emoções através de algumas manifestações físicas como calor, dores de barriga, travamento dos dentes, etc.
As doenças psicossomáticas podem se desenvolver, tornando-se uma doença grave, qualquer pessoa pode ter esta doença.
Elas podem se apresentar em qualquer sistema do nosso corpo:
Aticulações: artrite, artrose, tendinite, reumatismos.
Cardiovascular: hipertensão, taquicardia, angina.
Dermatológico: vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema.
Endócrino e metabólico: diabetes.
Gastrointestinal: úlcera, gastrite, retocolite.
nervoso: enxaqueca, vertigens.
Respiratório: asma, bronquite.
Praticamente todas as doenças que conhecemos são psicossomáticas, e está diretamente ligada ao estado emocional do ser humano às vezes é difícil acreditar que nós mesmos, nosso cérebro deu origem a certa doença, o nosso corpo é o microcosmo e um dos maiores desafios da ciência, como poderíamos acreditar no campo de força que envolve o corpo, ou seja, o campo áureo. Como poderíamos acreditar nos pontos de energia que há em nosso corpo, ou seja, os nossos próprios chacras, e as diversas curas pela fé? A mente humana é realmente fantástica capaz de coisas inimagináveis que se fossem colocar aqui os últimos avanços da própria medicina através de pesquisas sobre a capacidade do cérebro humano definitivamente não bastaria apenas uma postagem para descrever, quanto aos chacras essa é uma futura postagem juntamente com o Reiki, culturas milenares que estão mais atuais que nunca, já que o grande mal que assola a humanidade contemporânea é o stress do dia a dia, criando doenças novas a cada dia, enfraquecendo as defesas naturais do nosso corpo, hoje as pessoas se entregam mais a raiva extrema, a tristeza profunda, depressão, a ansiedade e daí por diante as pessoas estão mais emotivas e mais fechadas em seu mundo sem ter como extravasar essas emoções então o próprio cérebro se incumbe de extravasá-las, mais uma coisinha, as pessoas não sabem respirar, uma respiração certa pode baixar uma pressão arterial, um bom pranaiama bem feito com certeza pode alinhar os pontos de energia de nosso corpo.
As doenças psicossomáticas podem exercer ação na saúde do corpo de maneira intensa.
A hipófise, uma glândula que possui ligação com a região do hipotálamo no cérebro, é a responsável pelo mecanismo que desencadeia a doença, uma vez que ela produz hormônios que controlam todas as funções do organismo.
As emoções e sentimentos mais fortes são percebidos pelo hipotálamo, estas emoções alteram as funções do hipotálamo e sua conexão com a hipófise. As doenças respiratórias, de pele, circulatórias e gastrointestinais causadas ou agravadas pela tensão nervosa são resultados desta alteração. Sendo assim, pode-se dizer que as doenças psicossomáticas têm componente psíquico, a manifestação de doenças orgânicas é ocasionada por problemas emocionais.
O corpo possui suas próprias defesas, ou seja, ele manifesta, coloca para fora as emoções que às vezes a pessoa tenta esconder por meio de tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes.
Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Doenças Psicológicas - Doenças - Brasil Escola
As doenças psicossomáticas são provocadas por distúrbios emocionais, como estresse, depressão, etc., e descontroles dos processos mentais. Essas doenças se diferem das doenças orgânicas.
Estes problemas emocionais são responsáveis pelo desenvolvimento de sintomas que provocam danos no corpo humano como, diarréia, herpes, enxaqueca, reumatismo, úlcera, etc.
O nosso corpo expressa as emoções através de algumas manifestações físicas como calor, dores de barriga, travamento dos dentes, etc.
As doenças psicossomáticas podem se desenvolver, tornando-se uma doença grave, qualquer pessoa pode ter esta doença.
Elas podem se apresentar em qualquer sistema do nosso corpo:
Aticulações: artrite, artrose, tendinite, reumatismos.
Cardiovascular: hipertensão, taquicardia, angina.
Dermatológico: vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema.
Endócrino e metabólico: diabetes.
Gastrointestinal: úlcera, gastrite, retocolite.
nervoso: enxaqueca, vertigens.
Respiratório: asma, bronquite.
Praticamente todas as doenças que conhecemos são psicossomáticas, e está diretamente ligada ao estado emocional do ser humano às vezes é difícil acreditar que nós mesmos, nosso cérebro deu origem a certa doença, o nosso corpo é o microcosmo e um dos maiores desafios da ciência, como poderíamos acreditar no campo de força que envolve o corpo, ou seja, o campo áureo. Como poderíamos acreditar nos pontos de energia que há em nosso corpo, ou seja, os nossos próprios chacras, e as diversas curas pela fé? A mente humana é realmente fantástica capaz de coisas inimagináveis que se fossem colocar aqui os últimos avanços da própria medicina através de pesquisas sobre a capacidade do cérebro humano definitivamente não bastaria apenas uma postagem para descrever, quanto aos chacras essa é uma futura postagem juntamente com o Reiki, culturas milenares que estão mais atuais que nunca, já que o grande mal que assola a humanidade contemporânea é o stress do dia a dia, criando doenças novas a cada dia, enfraquecendo as defesas naturais do nosso corpo, hoje as pessoas se entregam mais a raiva extrema, a tristeza profunda, depressão, a ansiedade e daí por diante as pessoas estão mais emotivas e mais fechadas em seu mundo sem ter como extravasar essas emoções então o próprio cérebro se incumbe de extravasá-las, mais uma coisinha, as pessoas não sabem respirar, uma respiração certa pode baixar uma pressão arterial, um bom pranaiama bem feito com certeza pode alinhar os pontos de energia de nosso corpo.
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